Brasília, 15/05/2012 - O Mutirão de Cirurgias Reparadoras das vítimas de escalpelamento, organizado pelo Governo do Amapá em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e a Defensoria Pública da União (DPU), realizou, em 11 e 12 de maio, 47 operações.

 

Os procedimentos cirúrgicos foram realizados em três salas do Hospital de Clínicas Alberto Lima e em quatro do Hospital São Camilo, em Macapá. Uma equipe composta por 41 voluntários, entre eles cirurgiões, residentes e anestesiologistas, atuou no mutirão.

 

As assistidas receberam alta nesta segunda-feira (14) e foram levadas para uma casa de apoio em Macapá, onde permanecerão sob os cuidados médicos nos próximos 10 dias.

 

“As cirurgias foram um sucesso. Os médicos e a equipe do Governo do Amapá estavam mobilizados e empolgados com a iniciativa. A equipe médica saiu motivada e agradecida pela oportunidade de poder atuar no mutirão”, destacou a defensora pública federal Luciene Strada, que é coordenadora do Projeto de Erradicação do Escalpelamento da Defensoria Pública da União.

 

De acordo com a defensora, estavam previstas 62 cirurgias. Porém, esse número caiu por diversos motivos, entre eles, o fato de algumas vítimas estarem com baixa imunidade em virtude de gripe ou anemia; outras por causa da gravidez. Mas, segundo Luciene Strada, aquelas que não puderam passar pelo procedimento, terão novas oportunidades.

 

Para o cirurgião plástico Luciano Chaves, vice-presidente da SBCP e coordenador da equipe médica que atuou no mutirão, “a ação do mutirão trouxe um grande apoio afetivo, pois mostrou em âmbito nacional o conhecimento e o entendimento desse grave acidente e suas consequências. Os cirurgiões tiveram a oportunidade de usar os conhecimentos técnico-cirúrgicos em uma ação humanitária”.

 

O mutirão terá mais duas fases: a primeira, em junho, ocasião em que as vítimas passarão por revisão médica, e outra no fim de agosto, época em que receberão o implante de cabelos.

 

Acidentes

O escalpelamento é um acidente em que o cabelo de uma pessoa é arrancado junto com o couro cabeludo, quando se prende ao motor de uma embarcação. É algo comum no Norte do país, principalmente, nos estados do Pará e do Amapá.

 

Uma campanha preventiva articulada pela Defensoria Pública da União desde o início de 2010 já registrou uma redução de 80% no número de acidentes. Porém, só neste ano, já foram constatados cinco novos casos de escalpelamento no país.

 

Comunicação Social DPGU